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Fernando Fantin Vono
Ausências Repetidas
Escrito por Fernando Fantin

Da sua alma emana
A minha manda escrever
De um sinal que chega,
Sutil, enquanto durmo
Presença inconstante,
Que quando ausente dói
E o mar, atrás da linha do horizonte
Vai e volta, esquecemos a saudade
Mas continuamos nós.
Ser mais velho significa ter errado mais
Erramos nós dois juntos
O erro de não admitir
Que não conseguiríamos seguir
Sós.

Sintoma de febre,
O algor que precede
O dia de te ver
Que sua voz ao telefone
De não dar para distinguir
Senti-la-ia não fosse meu próprio sentimento,
Sua fragilidade, sua pequena exposição
Acendo as luzes e não vejo que queria
Você do meu lado da cama
Espero mais um tempo
Sigo embalado no som da melodia triste
Timbrando estridente, trompete exacerbado
Sinto uma vez mais, a sua ausência

 

Por Fernando Fantin Vono

Originalmente em:
http://resistenciacotidiana.blogspot.com/2010/08/ausencias-repetidas.html