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Gustavo Hobold
O Porco
Escrito por Gustavo M. Hobold

Bom, eu quero avisar que se você não tiver mente aberta, por favor, não leia esse texto. Eu realmente não tenho nenhum interesse em que ele seja agradável. De fato, espero muito que seja totalmente repugnante, é esse o objetivo. Ele tem várias interpretações, realmente não espero que vocês interpretem do jeito certo (bem, até porque não há), só não gostaria que fosse interpretado como uma apologia ao vegetarianismo.

Esse é o primeiro de uma série de postagens que pretendo fazer sobre algumas "paranóias" da sociedade. Todos eles tem o intuito de serem repugnantes e fortes. Não sei se conseguirei, mas tentei.


O agente federal, furioso, tirou novamente o cassetete da cintura e acertou a coluna do homem, com toda força, mais quatro vezes, abrindo uma nova ferida nas costas.

- Vou perguntar mais uma vez, agora mais devagar: por que você matou aquele suíno?

- Eu já disse, estava com fome, minha filha é doente, era minha única opção, eu tenho que ajud...

O policial tirou dessa vez a arma de choque e apertou os mamilos do homem.

- E POR QUE O PORCO? POR QUE NÃO MATOU SUA MULHER E DEU PARA SUA FILHA COMER?

- Senhor, p-por favor, pare com... – o homem fez uma pausa enquanto seu corpo chorava sangue – com i-isso...

- ADMITA, HOMEM, VOCÊ SABOREIA CARNE DE PORCO!

O agente aguardou alguns instantes e, como ele não abria a boca, levantou o relho e ameaçou bater novamente.

- ESTÁ BEM, EU GOSTO DE CARNE DE PORCO, SÃO DELICIOSAS, SABOROSAS, GOSTO DE ASSÁ-LAS E COMÊ-LAS VAGAROSAMENTE, A CARNE HUMANA NÃO ME SATISFAZ!

O homem conseguia sentir o frio subindo pela espinha do policial enquanto falava, como um verdadeiro psicopata, o que o fez tirar o relho mais uma vez e dessa vez marcar permanentemente a face do indivíduo.

- Você me dá nojo. Pra onde você vai agora apanhará muito mais do que eu serei capaz de lhe bater, seu monstro.

Por fim, o agente mandou seus capangas carregá-lo à jaula onde ficaria encarcerado pelo resto de sua vida, que seria curta, pois os outros carcerários provavelmente iriam matá-lo dentro de dias, tamanho era o crime e transgressão moral que havia cometido.

O policial saiu da delegacia tendo pesadelos acordado, jamais imaginara que alguma pessoa poderia cometer tal sacrifício com um simples animal. Cumprimentou seu amigo que parecia estar comendo uma deliciosa paleta feminina atrás de sua mesa e partiu em passos leves.

Chegando em casa, cumprimentou sua vaca e dirigiu-se ao poleiro, onde pegou a primeira criança que tinha a vista, alcançou seu machado e num único golpe manchou de sangue o matadouro, vendo a pequena cabeça cair para o lado da mesa. Com um simples chute, jogou os restos para o lixeiro e depositou o corpo agora imóvel em seu refrigerador. Escolheu um outro e levou para assar.