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Ederson Oliveira
Ao som de um velho rock...
Escrito por Ederson Oliveira

Quando a vontade de conhecer os cantos mais escuros, as pessoas mais hedonistas, os sabores mais exóticos crescerem na mesma proporção que a lua.

Vem comigo ao som de um velho rock.

Quando os sentidos já estiverem sendo enganados pelo efeito de um vinho barato e o trapézio já não for mais capaz de te dar equilíbrio.

Vem comigo ao som de um velho rock.

Quando o que se sente e pensa não conseguir acompanhar o que se vive, por se sentir ou pensar muito alto ou por viver muito baixo.

Vem comigo ao som de um velho rock.

Na noite mais fria, no dia mais quente, na madrugada mais perturbadora.

Vem comigo ao som de um velho rock.

Se o mais velho amigo te abandonar ou o amor platônico se declarar.

Vem comigo ao som de um velho rock.

Quando a agulha da vitrola quebrar ou bateria do iPod acabar. Quando for preciso cantar desafinado para passar o tempo.

Vem comigo ao som de um velho rock.

Quando a fome de novidade ficar tão forte a ponto de te fazer esquecer da rotina e fazer coisas que nunca imaginou fazer.

Vem comigo ao som de um velho rock.

Se, algum dia, quiser alguém para falar importantes coisas inúteis, para ouvir aquele novo disco do passado ou debochar dos problemas do mundo.

Vem comigo ao som de um velho rock.

Na véspera de uma viagem, num dia de liberdade, na pior sarjeta da cidade. No céu diário ou no caos do noticiário.

Vem comigo ao som de um velho rock.

No dia que a solidariedade for crime, a tolerância não existir e isso incomodar você.

Vem comigo ao som de um velho rock. Quando estiver alegre, triste, cansada, no melhor estilo sex, drugs and rock n' roll, caseira, boêmia. Se o riso ou a lágrima escorrerem fácil.

Vem comigo ao som de um velho rock.


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