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Deni Mazur
Meu Cárcere Privado
Escrito por Deni Mazur


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Então você vem...

Abre a porta como se fosse a sua casa,

Rompe minha intimidade, me rompe,

e acaba se corrompendo
 

Falta-lhe tempo, então é rápido...

 

Acha que me usou, 

e que agora vai me descartar,

Mas não sou eu quem voltará a deitar em uma cama de agulhas

Não serei eu a fingir um sorriso amarelo 
 

Sua esposa lhe espera, com seus filhos...
 

Tampouco serei eu quem inventará desculpas inconsistentes,

antes de chegar em casa,

No meu cárcere sou livre,

E você prisioneiro de uma ilusória liberdade
 

Suas mentiras lhe corroem...
 

Minha cama...

meus cigarros...

meu café...

minhas algemas de vento...
 

Sou prisioneiro por opção, e você novamente corre...
 

Tudo isso é concreto,

menos a vida fútil que levas,

a futilidade é fumaça de cigarro, 

que some antes de chegar ao teto, 
 

inventando desculpas para chegar em casa...