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Deni Mazur
Febre Primaveral
Escrito por Deni

Vamos para um descampado francês, onde o sol grita o vermelho, o chão chora o dourado e as aves se pintam em preto.

Te deitaria na grama dourada e te amaria com o desespero da alma condenada, com o céu derretendo-se em fogo e o corpo se ardendo em brasa.
Cada ave que passava entoava um trecho de Vivaldi, a primavera, o verão, o inverno, o outono, tudo eterno, nobres aves de terno, nadam sob um céu de fogo, mergulham em frondosos montes verdes, somem no horizonte, reaparecem de repente.
Cada beijo doce é...  Cada toque arrepiante se faz, a cada inspiração só se expira calmaria.
E cada colher que vem, um líquido amargo traz, recobro a sanidade, a grama dourada tornada em lençóis brancos, o sol vermelho sangue é uma lâmpada amarelada, as aves negras estão pintadas, paradas, coladas, no teto o céu não é tão infindo, mas ao menos o doce som de Vivaldi continuo ouvindo...