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Afonso Sauniére
Marco territorial
Escrito por Afonso Sauniére

Minha pose de discórdia
já marca o território
na barriga fina,
no umbigo fundo.
Sente asco à concorrência,
sente medo da perda.
Sinto muito, mas sinto tanto
que tua ausência
é um tanto quanto melindrosa,
pra não dizer que a falta em mim
é bem mais do que tu.
Minha pose de discórdia
já marca território
no teu quadril e na boca torta.
Se faz mal querer,
mal maior é o exclusivo.
O mundo não sou eu, meu bem.
Eu quero exclusividade
mas quero sem razão
e onde falta razão
certamente falta amor.
Falta mais ainda no teu colo
minha cabeça desatinada,
meu drama rente à novela,
meu esquema doido
de diluir o bom senso.
Acho que já chega
de tanta fala grossa,
tanto dito logo,
tanto mesmo quando,
tanto eu, portanto,
e tanto tu, sem tanto.
Antes fosse eu
antes fosse tu
mas se gente fosse propriedade
tinha que pagar IPTU.