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Deni Mazur
Fim

Já não me importo com o fim
Ele não há de ser mais amargo,
do que o sangue que se vai de meus labios

Abandonando meu corpo,
pelos portões recém inaugurados em meus pulsos ,
pela vazão desenfreada da alma

Que de tanto ser  torturada,
pela frieza do mundo,
perdeu a cor, fugiu do brilho, tornou-se em vão. 

 
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Deni Mazur
Pouco antes do meio-dia de uma Sexta-Feira.
Deixo o vento levar as cinzas que estão
a cair do meu cigarro

E enquanto o torpor toma meu corpo, apago
de minha história a lembrança do seu beijo

Do mesmo modo como se apaga
essa última brasa no cinzeiro

É preciso um fim,
para que haja um recomeço...

 
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