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Ederson Oliveira
“muito ajuda quem pouco atrapalha”
Escrito por Ederson Oliveira


Carrego algumas coisas, que estão comigo em todo lugar. São coisas imateriais que a gente vai juntando enquanto vai vivendo, com a vantagem de poder acumular o quanto quiser sem precisar pagar bagagem extra. E essas bagagens são as que regem o modo como vejo o mundo. Algumas a gente carrega por vontade própria, outras as circunstâncias vão plantando e, quando a gente percebe, já são pelo menos uma bolsa de mão na nossa vida.

Uma dessas coisas é a não necessidade de julgar o modo como as outras pessoas vivem suas próprias vidas. Ou melhor, a ciência de que a única vida na qual eu posso aplicar todas as minhas leis e ideias é a minha própria. Nessa eu mando e desmando, e sofro o que vier por consequência. Nas demais, eu apenas respeito. E não estou falando de se isolar e colocar-se como o único alvo das suas preocupações. Acho justo que amigos se preocupem uns com os outros e tentem mostrar outras possibilidades, a fim de ajudar. Não me refiro a esse tipo de “julgamento”. Falo daquelas críticas sem o menor traço altruísta, feitas apenas para destilar a falta de empatia de quem as faz.

É um lugar-comum dizer isso (pelo menos pra mim já é uma ideia recorrente), mas as coisas se tornam mais leves quando a preocupação maliciosa é substituída pelo zelo sincero. Ou pela indiferença, também. Porque é isso, se não for pra ser construtivo, que não seja nada. Ou, como a gente gosta de clichês verdadeiros, “muito ajuda quem pouco atrapalha”.