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Amanda
Emancipação
Escrito por Amanda


Acho melhor estar dentro do mar
numa canoa, um barco a remo,
o céu azul
mais azul que o mar.
Acho que o mar, o meio do mato
O céu e as estrelas
são certezas que
sempre estarão lá.
Acho que o mato, o meio do mar
é o silêncio que não acho mais em mim, assim,
Na vida
Onde eu vim parar.
Vejo na sombra projetada na calçada
Nas conversas que traço sem pensar
Vejo nos momentos de solitude
Nas mesas de bar.
Vejo no espelho
meus roteiros emocionais.
Eu vejo nos laços e nós,
Na convivência, na experiência
a consciência a gritar. Ouço ruídos, grito
Fico perdida.
A cidade quer me matar.
Acho melhor plantar meu alimento,
no meio do mato habitar,
incorporar o silêncio das árvores,
estado de mato entrar.
Onde a cidade não possa mais nos alcançar.
Um lugar de vida simples,
Café da tarde e o silêncio que me espera
em algum lugar do meu ser.
Por detrás dos meus roteiros, expectativas
capitalistas, apego não mais-valia.
Pra curar a cidade, só indo pro mato.
Vou ser guardiã da simplicidade,
Contar em cantigas, histórias, poesias,
Todas as formas de expressar, sinergia,
Fotografar silêncios assim que reencontrá-los.
Alguéns precisam guardar os saberes
Meu espírito de luta é o curador
Não na porta da fábrica, mas
sabendo escutar sua dor.